AS MENINAS DA RUA DE CIMA –

NOVO PROJETO MUSICAL DE TONHO COSTA

“Lembro dela sã, lembro que ela ria...”. Basta um verso de “Dançaria Comigo” para entrar no clima do novo projeto do cantor e compositor Tonho Costa. “As Meninas da Rua de Cima”, que surgiu em janeiro de 2018, porém foi lançado apenas no final do ano, devido à agenda do músico, não tem lero-lero: é um projeto para dançar. Um projeto que convida à dança. Dança comigo. Dança pra mim. A proposta, que traz as composições é clara: o outro, o feminino, em evidência. “Não quero levantar bandeiras, nem me aventurar em suposições sobre o universo feminino – ao contrário: é sobre a abençoada interferência que a mulher provoca no meu universo que procurei falar”, contextualiza.

“As Meninas da Rua de Cima” tem um mote: a sutileza, a sensualidade, o respeito e a admiração pelo feminino. “Como eu já havia decidido trabalhar com referências da Black Music, faltava um tema. E, convenhamos, a Black Music é extremamente envolvente, como a figura feminina... Daí a linha do projeto”, explica.

De fato, os arranjos e a melodia levam os ouvintes a um legítimo ambiente black, embalados pela voz do cantor. Aos cinco, plena de década de 80, Tonho Costa já curtia o som bem produzido, dançante do Kool & the Gang, Earth, Wind and Fire, Stevie Wonder e Prince. Oitenta e dois veio Thriller de Michael Jackson e ele se lembra dos irmãos e amigos se reunindo para ensaiar os ‘passinhos’... Tempo passou, o menino deu vida ao icônico Tonho Brown, da Banda Set Satélite, na década de 2000.

 

Em 2011, lançou o CD “Universo Quintal”, com composições autorais e um sentido de cultura popular brasileira bastante acentuado. “Acredito que a música e a alegria são nossos guias de vida”, reflete o músico, que é também ator e palhaço do respeitado grupo Plantão Sorriso: “Eu me tornei o Dr. Zanzibão em maio de 2016. Desde então, sou diretor musical e ator do Plantão. É sensacional trabalhar com a arte e perceber como ela tem o poder de cura na vida de tanta gente.”, complementa.

Eis a pegada das letras: falar delas. “Escolhi o nome ‘As Meninas da Rua de Cima’ porque ele me sugere mulheres fortes. Onde quer que você esteja, elas estão na ‘Rua de Cima’ – uma constante que só pode ser rompida se elas quiserem. É a vontade feminina que deve prevalecer”, enfatiza. Certamente, não há como negar: a vontade, o desejo, a alegria e a fé na vida são os temas centrais das composições. Mulheres-musas, mulheres-reais, mulheres-alegres, mulheres-sofridas, mulheres-profanas, mulheres-sagradas: todas elas coexistindo, sem julgamentos, sem pudores. Unido ao tema, o groove tão característico de Tonho. Projeto para dançar. Projeto para as meninas e meninos dançarem. Dance comigo. Dance pra mim. Dance comigo até o fim. Eis o convite. Porque a vida foi feita pra se deixar, porque a vida foi feita pra se dançar.